TREINAMENTO: UMA FORMA DE MINIMIZAR RISCOS NO AMBIENTE HOSPITALAR

Profa.Dra. Teresinha Covas Lisboa

O ambiente hospitalar é muito dinâmico e as tarefas executadas pelos funcionários dos vários setores requerem conhecimento, equilíbrio, desenvoltura, qualidade e agilidade. Algumas tarefas executadas nesse ambiente exigem treinamentos contínuos e avaliações que procurem minimizar riscos de estresses e acidentes tanto para o cliente interno quanto para o externo.

O sistema de gestão de pessoas na área de saúde abrange o planejamento e programas de treinamentos contínuos, bem como cursos de capacitação que implantam e/ou revisam práticas de trabalho.

Um exemplo é o treinamento para minimização de riscos de  acidentes de trabalho, presentes em todos os ambientes e que exigem uma avaliação contínua das práticas executadas a fim de buscar ações corretivas no caso de erros.

Nas áreas de apoio,  particularmente, esse processo volta-se para conteúdos técnicos, específicos, funcionais e operacionais do setor. É uma proposta que visa conscientizar o trabalhador desde o seu primeiro dia de trabalho, continuando nas avaliações de necessidades, nas reciclagens periódicas, utilizando uma linguagem clara e acessível ao nível de cada função. Há necessidade de que exista uma integração das equipes, principalmente no momento em que as condições ambientais deixam a desejar, como: atos inseguros de trabalhadores, estresse, monotonia (diminuição da capacidade de percepção), desconforto (horas em pé), excesso de ruídos, tráfego constante de pessoas, iluminação precária, umidade, calor excessivo, plantões, trabalho noturno etc.

Os programas de treinamento buscam melhorar a atuação ou a competência do trabalhador. Envolvem a transmissão de conhecimentos específicos relativos ao trabalho, atitudes diante dos aspectos do hospital, da tarefa e do ambiente e desenvolvimento de habilidades, onde se tem a percepção de como o trabalhador se comporta diante das tarefas. . Portanto,  esses três princípios demonstram o grau de comprometimento do colaborador diante das tarefas e como devem ser avaliadas pelos lideres dos setores.

A avaliação do treinamento ministrado é realizada periodicamente, a critério da organização. É o "feedback" do programa implantado.

Os pontos a considerar são os seguintes:

  1. obter informações desejadas do comportamento dos funcionários;
  2. apresentar os resultados do treinamento e relacioná-los com a missão, os valores e as metas da organização;
  3. observar se as técnicas e as metodologias foram assimiladas.
  4. verificar o grau de conscientização das práticas executadas.

O treinamento objetiva, também, avaliar a eficácia organizacional hospitalar, o perfil e características dos recursos humanos, o nível das tarefas e as rotinas implantadas.

Nas tarefas executadas diariamente ocorrem duas situações: necessidade de treinamento e necessidade de correção. Ao corrigir-se determinada forma de execução de tarefas, enfatiza-se um padrão específico de desempenho ou ensina-se uma técnica nova. Ocorre, também, a melhoria da atuação ou da competência do trabalhador. Portanto, a correção está voltada para um comportamento anterior e o treinamento para uma atuação futura. Quando o trabalho é direcionado para o manuseio de máquinas e equipamentos que acompanham o avanço tecnológico, a metodologia usada é exatamente a de atuação imediata, para que os funcionários se adaptem e/ou se integrem às inovações. O indivíduo, conhecendo a máquina em toda a sua natureza, possibilita um grande rendimento nas tarefas executadas e, conseqüentemente, no seu manuseio.

Vemos, assim, a oportunidade de colocarmos as organizações e as pessoas lado a lado, onde a primeira transfere sua carga de conhecimentos às pessoas, tornando-as mais atentas a riscos e aptas a enfrentarem novos desafios. Em contrapartida, as pessoas adquirem novos conhecimentos e transferem para a organização seu aprendizado e seu comprometimento.

Assim, vemos que a prática do treinamento é uma das formas de minimizar riscos  e sua atuação é um exercício de trocas de competências entre as organizações hospitalares e as pessoas.

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